quarta-feira, 28 de julho de 2010

Crônica de uma vitória

Meus amigos, eu vi a superação em pessoa, acreditem, ela sorriu para nós que estávamos à beira do gramado sintético. Nós, com as camisas azuis e os calções pretos. Nós, com ou sem chuteiras. Nós, que gritamos, torcemos e pulamos de alegria. Nós, que ficamos na reserva, mas fomos a oitava jogadora.
Eram sete mulheres de cada lado e uma bola para todo mundo. Foram três gols seguidos das adversárias e era um placar de deixar qualquer um desconsolado. Então, de repente, as forças começaram a brotar dos pés e das canelas cansadas e machucadas e o coração foi parar na ponta da chuteira. Por quatro vezes atingimos a meta adversária e nossas guerreiras venceram a batalha.Venceram porque a raiva, a vontade e o entusiasmo são os ingredientes que faltam na receita de muitas pessoas e sobram em outras quando é necessário. E era necessário. Perder nunca é uma opção. Agora vamos em frente, pois a superação é a base da vitória e ela além de sorrir, nos deu um grande abraço.

Este texto foi composto para uma edição do jornal A Voz da Operação, mas nunca foi publicado.
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