sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Na ponta do nariz

O nariz não é só aquele que nos ajuda a respirar, ele é um símbolo da nossa cultura.
Pinóquio ficava com o nariz maior a cada mentira e ele nem precisava dar aquela coçadinha que como dizem alguns especialistas em comunicação não verbal é uma característica dos mentirosos compulsivos.
Mas, nem só de mentira vive o nariz, às vezes a verdade está em sua ponta e o enganado recusa-se a enxergar a realidade e continua vivendo uma ilusão. Prefere acreditar em tudo, menos no que está na ponta do nariz.
Ele é um símbolo de status, marca registrada dos grã-finos, está nas mesas da alta sociedade com seu aspecto empinado e debaixo de suas narinas, o aroma do vinho.
Com ele temos as mais diversas sensações na cozinha. Apreciamos o cheiro do cafezinho, o bolo de fubá assando no forno, o chá de erva cidreira, os bifes fritos na frigideira, os queijos... Nas ruas os frangos que giram nos espetos em frente à padaria, milho cozido, pipoca de saquinho, as batatas fritas nas barracas ou nas mãos dos passageiros na lotação. Mas com o nariz sentimos a vida, o orvalho da manhã, cheiro de chuva, rosas, mato, natureza, todos os odores ecologicamente corretos, aí está ele no papel ambientalista.
Ah...nariz, você é muito importante para ser ridicularizado, para ser chamado de grosso, batata, palhaço, torto, mas apesar das brincadeiras nossa vida só é vida com a sua presença, por isso és único.
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