quinta-feira, 7 de março de 2013

A Praça Sete


Houve um tempo em que as folhas secas cobriam os bancos da praça. O mato, rebelde como só ele, invadia a calçada. Os brinquedos no parquinho central não recebiam os risos e correrias das crianças. A praça ficava solitária na escuridão da cidade, nenhuma boa alma se atrevia a contemplar as estrelas no colo de quem ama.
Mas, alguma coisa mudou.

Foto: Thiago Campos
Aquelas árvores ficaram mais frondosas, as flores desabrocharam, os bancos, que antes eram cobertos por folhas, foram cobertos de tinta e reformados. A dona Sete ganhou tabuleiros de xadrez, iluminação e jardins. Cessou a rebeldia do mato, cortaram-lhe os excessos, não seria mais permitido bagunçar e jogar lixo na praça.
Crianças surgiram nas gangorras, skatistas nos escorregadores, atletas, bicicletas e profetas que pregam no púlpito. A praça foi finalmente adotada pelo povo.
O homem vestido de caipira que pica o fumo na Festa Julina. A garganta e o ânimo a arder pelo vinho quente da barraquinha na Festa Junina. Palhaços, brinquedos e o Dia das Crianças. A praça é palco da alegria.
Às quintas-feiras é dia de pastel, caldo-de-cana, gritaria do peixeiro e desconto na baciada no final. É feira.
Fico feliz em ver a evolução dessa praça, essa comunidade que cada vez mais valoriza seu espaço público, que continue a crescer a consciência do povo e que esse interesse seja por todos os assuntos relacionados a seu bem estar. Agora com licença que eu vou ler um livro lá no banco da praça. 


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