sexta-feira, 29 de março de 2013

Era uma vez o almoço de Páscoa

Na minha infância almoçar fora era levar a mesa para o quintal, arrumar os comes e bebes, pegar uma tábua comprida para servir de banco - colocava-se a tábua sobre duas cadeiras resistentes - e aumentar a capacidade de pessoas acolhidas para o almoço da família.

Naquele tempo era proibido começar a comer antes que todos estivessem sentados e posicionados em seus devidos lugares, nem beliscar podia! A regra era clara e assim que estivesse tudo certo, facas e garfos atacavam o bacalhau que aguardava sua desforra no centro da mesa.

Uma das grandes diversões era ficar embaixo da mesa brincando com os pés dos tios, avós, primos, pais e qualquer outro par de sapatos, chinelos ou tênis que estivesse ali.

Hoje essa mesa é o símbolo de uma época em que o individualismo era velado, mas a cena da família reunida no banquete improvisado no quintal ainda está de pé na lembrança de algumas pessoas.
É apenas uma sombra daqueles momentos gostosos que pertencem ao passado, a um tempo em que a família era tudo e hoje, apenas uma história para contar.

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