quarta-feira, 17 de abril de 2013

Num Quarto de Hotel

Num quarto de hotel, distante de casa, sozinha. Penso na vida, no futuro, espero alguém que não existe, descarrego as mentiras da noite passada na privada, mentiras que contei para mim mesma, mentiras com gosto de Coca-Cola com rum.

Deito na cama de casal, zapeio os canais e encontro um programa interessante no National Geographic sobre as origens do homem. De repente surgem aquelas velhas perguntas. De onde viemos realmente? Para onde vamos? Será que vou me encontrar lá?

Por enquanto me encontro nesse quarto. Sem vista para o mar, com a janela que dá para uma rua sem vida, chatice, tédio...sentimento intragável. Por fim, decido dar uma volta pela orla, o tempo chuvoso, a maré que tentava engolir a areia e uma meia dúzia de gatos pingados que corriam na praia.

Volto ao quarto, não há vida lá fora, há mais aqui dentro da mente. De tanto refletir sobre os porquês de cada coisa, as coincidências que não existem, as palavras que sem querer dizemos - mas que na verdade gostaríamos mesmo de dizer – e  não encontrando o que fui procurar, tive uma revelação, descobri o propósito de viver e é tão simples quanto dois mais dois são quatro. Viver, como diria o Gonzaguinha, é ser um eterno aprendiz.

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