segunda-feira, 6 de maio de 2013

Em Silêncio

No silêncio eu converso com minha mente, nele está a calma tão necessária na turbulenta cidade. A buzina dos carros presos no engarrafamento, vozes entrecortadas nas plataformas do metrô, a música que ultrapassa os fones de ouvido, o ploc-ploc dos sapatos, o abrir e fechar do pacote de salgadinhos, o relógio com seu tic-tac, o estalar dos dedos tensos, a poluição sonora do cotidiano tenta invadir os pensamentos que navegam na calmaria dos lábios cerrados. “O som aniquila a grande beleza do silêncio”, como diria Charles Chaplin.

Na ausência de palavras reorganizo as ideias soltas na imensidão mental, limpo as gavetas e armários daqueles lendários 10% de uso da capacidade total do cérebro, porém não há limites que não possam ser quebrados.

Estar em silêncio traz a sabedoria para lidar com as situações do dia-a-dia, pois somente neste estado podemos descobrir muito mais sobre nós mesmos e o mundo. Ele recupera nossas forças e através dele derrotamos aqueles que querem nos nocautear.

Mas, não é só de momentos de reflexão, e às vezes autodefesa, que vive o silêncio. No amor muitas vezes as palavras são desnecessárias, basta um olhar para compreender todo o sentimento que há no outro.

Sem palavras o tempo passa em uma velocidade diferente daquela do mundo, tudo é muito mais lento, porém mais fácil para compreender os caminhos da vida.
É no infinito vazio do calar que adormece as respostas que tanto a humanidade procura. É nos braços do silêncio que descobriremos a nossa verdade.

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