quarta-feira, 24 de julho de 2013

Carência

Todo ser humano precisa de atenção, mas como tudo na vida, o excesso pode ser prejudicial.
Outro dia me propus a conhecer uma pessoa nova. Conversamos um pouco, trocamos telefone e a partir daí recebi algumas mensagens, mas não respondi com a atenção e agilidade desejadas, o que causou um mal estar entre ambos.

A pessoa carente não tem paciência, quer você com ela naquele momento, uma resposta imediata, ou ficará emburrada e por mais que seus motivos para deixá-la no vácuo sejam nobres e suas intenções sinceras, pode ser que ela nunca mais converse com você.

Carência, vazio, mimo... Estão todos na mesma panela, temperados pela necessidade da estima, que está lá em cima, bem perto do topo da pirâmide de Maslow. O carente precisa que alguém massageie o seu ego com palavras doces e diga: estou aqui sempre à sua disposição!

Por mais que você queira, hoje em dia não é fácil estar sempre disponível para dar amor, o ombro amigo, a presença, a alegria da mensagem de bom dia logo pela manhã no seu celular, ou as cartas escritas pelas mãos trêmulas de emoção.

Na busca incessante pela atenção, é muito provável que o inverso aconteça e aquele seu objeto de desejo passe a afastar-se, pois você pediu demais, além da conta e extrapolou os limites do precisar.

Mais importante do que ter alguém é não precisar daquela pessoa para suprir a sua vida, por isso, como dizia o Mário Quintana: o segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.

Este texto também foi publicado no site Blah Cultural:  http://blahcultural.com/carencia/ .

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