quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Horário de Verão


Acordei sem ter certeza se o tempo corria a meu favor, ou se as coisas iriam por água abaixo. Entramos no horário de verão e nem ajustei os relógios. O compromisso era às nove horas da manhã, o relógio do celular marcava sete e meia – ou seria oito e meia. Mas não acreditei na tecnologia, às vezes ela falha.

Tentei ligar no serviço “hora certa” que a operadora de telefonia oferece, queria ter certeza de que a vida não sacaneava. Não encontrei o número, na verdade nunca guardei na agenda, pois sempre pensei que era totalmente sem propósito telefonar para saber as horas se você pode olhar no relógio da cozinha.

Aí vocês perguntam:

- E os relógios de parede? Não poderiam inocentar o telefone celular?

Não. Os relógios de parede estão estáticos, calados... Nem um TIC... Nem um TAC...

Ah! Também não uso relógio de pulso – caso vocês tenham pensando nessa possibilidade de conferir as horas, minutos e segundos.

A última esperança era ligar o computador e comparar os horários. Todo mundo sabe que essas maravilhas da informática sempre ajustam automaticamente os ponteiros, contudo novamente não acreditei na tecnologia, às vezes ela falha.

Resolvi pegar o trem e partir para o compromisso. Melhor arriscar, vai que...
Não sabia em que momento no tempo eu estava, se era passado ou presente.  Quando cheguei à estação o velho relógio marcava oito horas, horário de verão. Enfim, acreditei.

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