sábado, 27 de setembro de 2014

Hoje Tem Feira

Tem gente, muita gente. Um congestionamento de carrinhos e donas de casa que apalpam tomates, param para fofocar com a vizinha e ficam de olho nos filhos que teimam em fugir de vista.

Gritaria. Vendedores que tentam empurrar o seu peixe no gogó. Tem pastel. Com certeza o ponto alto da feira é o pastel, com caldo de cana, é claro. O cheiro dos temperos. Alecrim, manjericão, pimenta, ah...pimenta!

O limão e o mel. Remédio para gripe? Tem, sim senhor! Afrodisíaco, tem também. Quem nunca comprou aquelas garrafadas e acreditou na sabedoria das senhorinhas? Na feira tem gente que tem remédio para tudo, até para o que não tem remédio.

Música ao ar livre? Na feira tem. Pagode, forrô, sertanejo e funk. Tem para todos os ouvidos, mas nem sempre para todos os gostos. Sem grana para ir ao cinema? Na feira você encontra os últimos lançamentos. Diversão é o que não falta.

Porém a tarde cai e vem o final da feira. As barracas são desmontadas e os preços baixam quando as vozes se calam.

Sinopse do Livro - Breves Coisas da Vida




Relógios... Alguns são mais otimistas, sempre atrasados para não assustar quem acorda em cima da hora. Há os relógios realistas que mostram as horas como elas são, o tempo como ele é, sem frescura e firula. Mas os relógios pessimistas são os mais temidos. Você olha e diz: tudo bem! Levanta, toma banho, café da manhã sossegado, pega o lotação até o metrô e aí vê o relógio da estação e descobre que está ferrado e que não há nada a fazer senão enfrentar a cara feia do seu chefe, na verdade pode até ser um reflexo da sua consciência.

Todos têm uma noção interna de tempo e muitas pessoas nem usam relógio. Às vezes, o condicionamento basta. É uma forma de liberdade não usar relógio, pois diversas vezes ele exerce controle sobre aquele que o usa, pode cercá-lo pelas pressões dos compromissos, o inimigo do tempo na era moderna, stress.

Trecho da crônica “Relógios”


Crônicas sobre a beleza dos detalhes.

A vida passa rápido. Você olha no relógio num minuto e no outro lá se foi uma hora. A gente não anda, corre. A gente não come, engole. A gente não tem tempo para olhar nos olhos enquanto conversa, pois o WiFi é mais importante.

A gente não enxerga o homem que pensa na vida sentado nas escadarias do metrô. O músico que toca violino na praça movimentada e faz as lembranças ecoarem. A moça que estampa a tristeza no meio-fio da solidão. As gafes que quebram a rotina. Encontros inesperados com o destino. Pequenos gestos. Olhares curiosos. A gente segue em frente e os detalhes da vida passam despercebidos no dia-a-dia corrido.


As crônicas de Breves Coisas da Vida revelam essas situações que os olhos apressados não veêm e mostra que aqueles momentos peculiares do cotidiano fazem parte das belezas da nossa existência. Esta coletânea de quarenta e oito textos aborda as lembranças de infância, relações familiares, a falta de tempo, o autoconhecimento e muitos assuntos sobre os quais nos questionamos hoje em dia.


Você pode encontrar o livro Breves Coisas da Vida nos seguintes pontos de venda:


Saraiva e Cultura - disponível ao balcão de qualquer loja do grupo;


Livraria Desassossego, em Lisboa:

Rua de São Bento, 34

1200-815 Lisboa

Tel.: +351 218 464 556


Wook: http://www.wook.pt/ficha/breves-coisas-da-vida/a/id/15898802

Bertrand: http://www.bertrand.pt/ficha/breves-coisas-da-vida?id=15898802


Diretamente com a autora através do e-mail: brevescoisas@artlover.com

Um Sorriso Clandestino

Eu observava o vai e vem de pessoas na estação. Concentrados em olhar para os relógios. Rostos impassíveis e caras feias. Passam em marcha pelas catracas, assim como escravos da rotina. Olhares nervosos cruzam com os meus. Bocas que contradizem a beleza do sorriso.

Eu estava ali de pé e encostada na parede fria. Eram 14:00 horas e o encontro seria às 14:30. Podia aguardar meia hora. Aquela multidão nervosa marchava e eu me defendia com a melhor cara feia que tenho. Os olhares soltavam faíscas e o conflito - apesar de adormecido pelas convenções sociais - parecia iminente.

Eu estava encostada na parede fria e pronta para a guerra, mas fui desarmada. Uma jovem passou pela catraca e sorriu para mim. Um sorriso clandestino. Proibido pela marcha impassível. Não tive outra alternativa a não ser sorrir de volta. Experimentei aquele momento extraordinário que quebrou as correntes da rotina, a mesmice da pressa e fez meu coração sorrir com a humanidade, esperançoso.

domingo, 15 de junho de 2014

Terminei o livro A Falta Que Ela me Faz do Fernando Sabino e gostei muito da última crônica. É curto, mas vai direto ao ponto:

NO MAIS, é adotar a sabedoria que meu pai costumava dizer:
- Não se preocupe, meu filho: no fim dá certo.
Eu em geral protestava:
- Como dá certo? Está dando tudo errado!
E ele, persuasivo:
- Porque ainda não chegou ao fim.
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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Oportunidade lá Fora...

Mais uma ótima notícia. Hoje fui convidada para participar da antologia da editora Arara Verlag (alemã) com 20 jovens autores brasileiros para publicação na Alemanha. Obrigada!

Resenha do Livro - Palavras que Tocam o Coração

Robson Veiga leu Palavras Que Tocam o Coração e publicará uma resenha no jornal Diário da Manhã / Goiânia. Aguardem! Obrigada por apreciar meus textos Robson.  Boa noite!

domingo, 11 de maio de 2014

Em breve o meu novo livro estará na sua estante!

Depois de praticamente dois meses de negociações decidi publicar o meu livro "Breves Coisas da Vida" pela Chiado Editora. É uma editora portuguesa que vai distribuir as versões impressas aqui no Brasil e em Portugal e a versão e-book para todos os países de língua portuguesa. Agora é divulgar, divulgar, divulgar... e nunca desistir. 

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